Publicado em colaboração, linux, open source

Cultura Hacker: O Que Tem Haver Com o Nosso Dia-a-Dia

Ao ler o post Hackers, monopólios e instituições panópticas, escrito por Sérgio Amadeu, veio à mente a falsa idéia divulgada do que seja o termo Hacker e a importância dessas pessoas para a liberdade de informação.

Realmente o direito de propriedade é mais importante que o direito à liberdade? Eu vou restringir o que quero dizer ao uso de softwares. Se você usa um computador em sua casa, e o sistema operacional desse computador é Windows ou outro proprietário, saiba que como programadores não temos acesso ao código-fonte desse programa. Quero dizer que não sabemos exatamente o que ele faz. Que tipos de informações o Windows envia à Microsoft? E nem sabemos como melhorá-lo. Como podemos criar uma comunidade em volta de algo que não podemos fazer parte?

O que você, usuário comum de computador, ou usuário mais avançado de computador ( um geek?) pensa a respeito de liberdade de informação? Acha que as informações expostas na Internet deveriam ser restringidas? O cárater anárquico é mais um bem ou mais um mal?

O que vocês pensam de pessoas de diversas partes do mundo que usam parte de seu tempo disponível para fazer programas, tutoriais, traduções, sem ganhar dinheiro em troca disso?  Essa turma tem como recompensa um prazer difícil de definir, mas que voluntários certamente sentem. Sabe, a sociedade desses caras é baseado na meritocracia, na doação, na colaboração. Muitos são chamados de hackers mas no fundo são membros de uma sociedade que preza por liberdade.

Liberdade de conhecimento, de poder ver o que está acontecendo, liberdade de ajudar da forma como sabem e têm prazer. De não querer ser controlado pela máquina mas controlá-la. Talvez você não esteja afim de pensar sobre essas coisas, de refletir, de tirar o ponto de interrogação da minhas indagações. Os colaboradores são pessoas comuns, como você como eu. Sei que pouco fiz pela comunidade, mas pensando bem, a minha bandeira é divulgada neste blog, acho que já é alguma coisa. O que você pode fazer?

Obrigado pela atenção!

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3 comentários em “Cultura Hacker: O Que Tem Haver Com o Nosso Dia-a-Dia

  1. Torcato,

    Quanto a seu questionamento final, «pouco fiz pela comunidade», acredito piamente em seu mérito e não gostaria que você duvidasse disso.

    Quanto a uma posição que você tomou lá no começo, «vou restringir o que quero dizer ao uso de softwares», eu gostaria de não restringir. Vou me explicar…

    Acho que o direito à liberdade deve sim se sobrepor ao direito à propriedade, porque o direito à propriedade é consequência do direito à liberdade.

    Então quando alguém desrespeita a propriedade de outrem, está desrespeitando sua liberdade, capicci?

    O grande problema é que as pessoas confundem liberdade com libertinagem, principalmente os anglófonos, já que não possuem palavras distintas para conceitos tão diversos.

    Para terminar, quanto ao texto em geral, gostei muito! Você expôs magnificamente bem o assunto, de forma clara e explicativa, apesar do tom interrogativo.

    []’s

  2. Só completando, acho que o direito de liberdade não pode sobrepor ao direito de propriedade, tão pouco o contrário. Ambos têm igual valor.

    Como diriam: “minha liberdade termina onde a sua começa”. Ou algo parecido com isso. Mas enfim, tem de haver um equilíbrio entre ambos, caso contrário viveríamos num sistema anárquico, e não acredito que a humanidade esteja preparado para isso.

    O mais importante é o direito de escolher entre proprietário e livre, e não acho que um deles deve ser extinto. Apesar de preferir piamente o segundo.

  3. Também tão pouco acredito na extinção do proprietário. O que me assusta é o poder da Microsoft causada por seu monopólio. Qualquer coisa diferente do Windows é tido como ruim. Vocês lembram o quanto era frágil o sistema operacional Windows? Frágil como vidro! E eles se importavam com isso?

    Acontece que surgiram usuários mais exigentes! Eles descobriram o MacOS X, e viram que seu designer era muito melhor. Eles descobriram o Linux, e viram que sua segurança era muito melhor.

    Sabemos que existem vírus para Linux. Mas não uso nenhum antivírus em meu PC. Quantos transtornos com vírus ou coisa parecida tive desde que resolvi adotar como sistema operacional preferencial do Linux? Nenhum. Quando um amigo meu conta-me que seu computador está com vírus, eu já isso uma coisa incomum. Mas nem é, né? Eu é que estou fora do sistema.

    Eu prefiro usar os recursos da minha máquina para rodar um servidor de banco de dados a um antívirus.

    O que quero dizer é que escolhi Linux por vários fatores que não somente ideologias X e Y. Eu na verdade me considero uma pessoa prática. Eu diria que se eu fosse um jogador inveterado possivelmente estaria usando mais Windows. No entanto, no final de semana, à noite, contento-me muito bem em jogar Quake II no Linux mesmo.

    Epa! Que diacho de comentário é esse? Porquê eu não escrevi um novo post??

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