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I Ching, Astrologia e outras divinações e supertições

Por motivos de uma curiosidade antiga, resolvi comprar um livro sobre o I Ching, o livro das mutações. Pouco antes disso, estive no meio de uma conversa sobre religião e questões filosóficas. Nos debruçamos sobre  determinismo e livre-arbítrio. Argumentei que nosso livre-arbítrio era bastante limitado (ou uma ilusão além de nossa compreensão) ou inexistente. Tomei por base os profetas que passam uma mensagem ao povo sobre algo que irá acontecer, e segundo a Bíblia de fato aconteceram. Concluí então que as ações que Judas Iscariotes cometeu ao trair Jesus (tomando bases canônicas) foram determinadas e ele não tinha livre-arbítrio sobre elas. Isso é uma situação chata, o fato de apenas pensarmos poder ter alguma escolha de fato.

Por este motivo, comprei de imediato o I Ching para saber como os orientais tratam a idéia do livre-arbítrio e o destino. Curiosidade pura mesmo. O livro comprado foi o I Ching total. Uma leitura agradável. Por causa dele, li sobre Carl Jung e seu conceito de sincronicidade, algo, aliás, que deveria ser lido.

No momento estou lendo também o Praticamente Inofensiva de Douglas Adams. No comecinho do livro, ele mostra um ponto de vista sobre a Astrologia (e assim qualquer outro método como I Ching) que achei  interessante. Nunca havia pensado dessa maneira. Outros escritos tomam o mesmo ponto de vista, de que as técnicas divinatórias como a Astrologia e o I Ching são ferramentas capazes de catalizar um processo de auto-conhecimento, um momento para a reflexão do problema que se deseja solucionar. Na verdade, buscamos em nós as respostas para as questões que nos afligem e não em planetas ou diagramas milenares. Como diz o trecho do livro abaixo, não importa a ferramenta e sim a reflexão sobre a resposta.

Como não estava com o livro em mãos quando resolvi escrever sobre esse trecho do livro, busquei por ele no Google para trascrevê-lo aqui. O local foi  um blog que também escreveu sobre isso. O fato de eu ter encontrado algo assim, pode até ser um exemplo de sincronicidade!

Abaixo o trecho do livro:

-Eu sei que astrologia não é uma ciência – disse Gail. – Claro que nãoé. Não passa de um conjunto de regras arbitrárias como xadrez ou tênis,ou… qual é mesmo o nome daquela coisa esquisita de que vocês inglesesbrincam?

– Hummm… críquete? Autodepreciação?

-Democracia parlamentar. As regras meio que surgiram do nada. Não fazemo menor sentido, a não ser quando pensadas no próprio contexto. Mas,quando a gente começa a colocar essas regras em prática, váriosprocessos acabam acontecendo e você começa a descobrir mil coisas sobreas pessoas. Na astrologia, as regras são sobre astros e planetas, maspoderiam ser sobre patos e gansos que daria no mesmo. É apenas umamaneira de pensar sobre um problema que permite que o sentido desseproblema comece a emergir. Quanto mais regras, quanto menores, maisarbitrárias, melhor fica. (…)

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8 comentários em “I Ching, Astrologia e outras divinações e supertições

  1. Hehehe..

    A discussão sobre livre arbítrio e predestinação é algo quente no meio cristão (tanto católico como protestante).

    Por exemplo, no filme do Rei Artur, Pelágio é morto por pregar o livre-arbítrio e o fato que as pessoas deveriam ser livres.

    Nos meios evangélicos, a discussão de dá nos eixos de duas correntes: uma chamada calvinismo (de João Calvino) e outra arminianismo.

    Bom, depois que eu vi os Cavaleiros do Zodíaco(!) eu passei a me interessar pelos signos. E não é que tem a ver mesmo? 😛

  2. Esse foi um assunto recente que me interessei, a idéia de predestinação. Sabe, é uma idéia muito pregada em livros, filmes, quadrinhos e tantos outros lugares. Se não me engano, um filme-marco sobre o assunto é o filosófico-tecnológico Matrix. Toda essa idéia de predestinação ser tão apresentada em filmes achava uma filosofia barata, mas não! Ela está enraizada em nossa cultura!

  3. Bom dia!!na verdade gostaria de tirar uma duvida de surperstição …
    Dizem q qdo nosso seio coça é alguem pensando , ou seja , um homem pensando sexualmente na gente…
    Dizem q qdo coça o nariz é ciumes e outros dizem q é briga.

    Quero tirar essas duvidas

    obgd

  4. Olá, Denise! Achei tão engraçado as suas dúvidas que resolvi me pronunciar, mesmo não fazendo isso muito ultimamente.

    Eu nem conhecia essas supertições, Denise. Espero que alguém possa responder sua pergunta. Abraços.

  5. Bem, Cláudio, talvez se fizermos uma abordagem diferente… quando se fala no livre-arbítrio se pensa na idéia de que posso escolher fazer o que eu quiser…cruzando isso com “profecias” nos dá a clara impressão de que não é assim! pois bem, abordagem diferente: Deus sabe de nossas escolhas mesmo antes que as façamos, assim vc teve o livre-arbítrio e fez sua escolha… e a profecia se realizou. A transcendência está bem explícita no significado da fé: algo como dizer conjugando o verbo no passado para uma questão futura…”amanhã eu consegui aquele emprego” ou “fui curado amanhã” – transcender tempo e espaço…simples assim. hehehe! “O destino não está traçado, mas já é conhecido”!
    Grande abraço!
    PS.: Passei por algumas experiências interessantes nesta área….mística…

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