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De olho no PDE

Desde a divulgação oficial do Plano de Desenvolvimento Educacional – PDE, fiquei esperançoso com os rumos da educação. As críticas em relação ao plano são positivas em sua maioria, incluindo especialistas no assunto.

Li comentários de professores reclamando sobre o piso salarial de R$ 850,00 reais, mas uma boa parte desses não sabe que os professores do interior do Ceará, Piauí (exemplos tomados de minha realidade) não ganham nem um salário mínimo! O Governo Federal repassará os recursos para complementar o salário segundo consta no plano, e sabemos que o Governo é efetivo. Se isso não chegar aos professores é porque a prefeitura não está repassando. Professores, por favor, acompanhem o dinheiro que a sua prefeitura recebe. Caso não receba, denuncie!

Uma notícia positiva para contrapor às críticas sobre o aumento do número de vagas nas universidades federais sem que haja um aumento dos professores: agora as universidades podem contratar professores por concurso público. Atualmente isso fica por conta do MEC, gerando uma tremenda burocracia.

Outra boa notícia, especialmente para mim, é a inclusão de minha cidade natal (Crateús – CE) entre as 150 cidades que irão receber uma escola técnica federal!

Sei que devemos ficar com um pé atrás em relação aos nossos governantes, mas uma parte das promessas feitas por Lula foram cumpridas. Dentre elas, uma moeda forte, a inflação baixa e uma melhora na renda dos mais pobres.
Muitos não se lembram ou não conheceram a inflação. Era o caos.

Até 2010, o PAC e o PDE só dependem da administração atual. Os governadores estão se engajando pois as próximas eleições para a presidência não haverá mais Lula. Quem ganhar pegará um país mais administrável, digamos assim, e fortes possibilidades de reeleição.

E se o PSDB chegar ao governo, será que ele vai sucatear os CEFETs como fez no passado? Foi o governo atual que deu vida nova às escola federais. Outra coisa: foi por meio das escolas técnicas que a Coréia do Sul deu um salto enorme na massificação da educação.

Aliás, diversas idéias sugeridas nas folhas da revista Veja em relação à educação estão contempladas no Plano. Os críticos podem dizer que ainda não é o ideal, mas sinceramente, melhor que plano nenhum. Não é o que diz uma máxima da engenharia de software? “Melhor um plano ruim que plano nenhum”. Que bobagem! Já vi isso também no xadrez 🙂

PS.: O texto deve conter muito erros, perdoem-me, mas vejo isso depois. Ótimo final de semana!

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11 comentários em “De olho no PDE

  1. seu ridiculo num defende esse lual ñon! nao pode foca so no pobre tem de focar na economia primero pra depois estabiolisa prus pobre

  2. Você não foi muito claro em suas considerações, não se identificou e faltou respeito de sua parte.

    A minha opinião é que está ocorrendo um equilíbrio entre economia e os programas sociais. Se não fosse assim, nossa economia não estaria estável; também em relação ao social, a renda não teria melhorado. Vai levar anos para o assistencialismo terminar, mas é um meio para um fim mais decente do que deixar os mais pobres à própria sorte até que haja condições de retirá-los da miséria.

  3. Atribuir moeda forte e inflação baixa ao PT, que deveria mudar a sigla pa PM ( partido dos mensaleiro) é ser “galinha” (Lenda A aguia e a galinha, do leonardo Boff).

    Às vezes um plano ruim, que certamente só trará mais possibilidades de desvios do erário, negociatas e outras maracutaias, seria melhor que não existisse e nenhum.

    Quando o cidadão analisa com o coração e não coma razão, o desenvolvimento transforma-se em utopia.

  4. Oi, Jones.

    Utopia para mim é acreditar que se deixarmos de fazer as coisas, elas vão melhorar. Certamente, eu sabendo que vai haver corrupção, continuaria meus planos. A questão é o quanto podemos reduzir a corrupção, e não deixar de fazer as coisas porque elas existem.

    Eu não analiso somente com o coração como você diz, mas as pessoas mais humildes sentiram a diferença. Classes sociais sentiram diferentes as mudanças econômicas e os planos sociais.

    No interior, (um exemplo) um dono de terra pagava muito parcamente para o trabalhador rural passar o dia inteiro capinando e roçando em suas terras. Ou é aquele tanto ou não é nada. Com a assistência social do Bolsa Família, eles conseguiram barganhar uma diária melhor. Ou seja, tudo é uma questão de luta de classes. O padrão ficou prejudicado. O equilíbrio entre as classes não é fácil. Mas se você é rico, certamente continua bem de vida, e a economia ou assistência social pouco importa para você. O que quero dizer é que os mais pobres tiveram sua vez de serem ajudados pelo Governo.

    Não vejo onde o Governo atrapalha a vida dos cidadãos para que haja tamanha revolta por parte de alguns. A verdade é que quem reclama é minoria. Esse alarde todo, que faz parecer que a população está insastifeita, é manipulação de parte da imprensa, em especial a Globo. Observe as notícias que o Jornal Nacional anuncia. Uma vez quando noticiaram que o Governo estava contratando novos professores para os CEFETs, eles usaram o ponto de vista de que o Governo somente estava aumentando as despesas do Estado. Ora, não salientam a construção do CEFET em si, por exemplo. Não existe escola sem professor.

    O PT já está com mais de 4 anos no poder, se fossem tão ruins, a inflação já deveria ter voltado. Todos temos motivos para defender um lado, qual é o seu? Um plano ruim, teria certamente sido um desastre para a moeda.

    Estava vendo uma propaganda política da oposição, dizendo chega aos apagões. Teve apagão no governo do Lula? Estão brincando com a memória do povo brasileiro.

    Gostaria que me mostrassem os danos que o Governo está causando ao Brasil. Toda a reclamação que vejo é muito sem sentido.

  5. Seu texto poderia ser mais rico se aprofundasse mais sobre o assunto em questao. uma vez q o debate sobre PDE é bastante pesquisado. abraç

  6. Depois de todo esse tempo é bom acrescentar uma informação. Duas cidades que conheço das listadas para ter um CEFET estão bem avançadas em suas obras. Crateús e Piripiri devem ter instalações prontas para o segundo semestre. Senhores, isso fará uma diferença tão grande. Imagine que várias empresas chegam em minha cidade natal graças aos incentivos fiscais, mas muitas não ficam muito tempo porque não há mão de obra qualificada!

  7. Olá Cláudio, gostei do seu texto…
    Sou estudante de pedagogia e foi apenas no meio acadêmico q me dei conta de como estamos esquecidos quando o assunto é educação.
    O conhecimento popular leva-nos a ter essa idéia d mal estar da educação, mas não nos mostra de fato as proporções reais da nossa precariedade e do nosso atraso educacional.
    Por isso, acredito q o PDE é um programa necessário. Mais do que isso, é necessário o conhecimento de todos sobre seus fundamentos. Não podemos seguir um governo corrupto, mas devemos aproveitar as brechas q estes nos deixam. Será que alguém já pensou em democratizar o PDE? Esse seria um primeiro passo para melhora-lo e força-lo a atender nossa realidade, além de garantir sua efetiva prática.

    Penso que nosso grande mal é a falta de participação política. É muito fácil dizer que o governo não presta (eu não sou petista, mas não posso negar os avanços q o governo Lula proporcionou), mas participar ativamente nesse governo q é o problema…

  8. Bom, há muitas controvérsias sobre o assunto, sem dúvida.
    Não ieri focar na questão política, mas no PDE.

    O Plano foi criado inicialmente para fazer alcançar os objetivos do Plano Nacional da Educação que depois de dez anos alcançou pouquíssimas metas.

    O PDE foi estruturado sem participação da sociedade civil, alterado mutíssimas vezes e não se pode entender de onde surgiriam os recursos para o andamento do plano já que o FUNDEB nao tem a força monetária para tanto. Os professores ficaram à parte no anúncio do Plano e o poder executivo é que tomou parte no projeto. As metas estão previstas para 2022 e Deus sabe quem estará no poder e se irão se conferir as metas e dar continuidade ao Plano.

    Acredito sim, que por vezes não temos idéia do alcance dos projetos e o que para nós (RJ Capital) é considerado um subterfúgio ou uma medida paleativa muito sem vergonha como o bolsa família e afins, tem poder maior numa realidade econômica inferior e realmente carente das atenções dos programas sociais.

    Não sei se deposito esperança no PDE. Os primeiros resultados mostraram evolução de 0,2% apenas. O que as escolas até comemoraram esquecendo-se que a meta para 2022 exige deles muito mais que esse crescimento por período. E que, apesar de a prioridade ser o Nordeste e as escolas nacionais de pior rendimento, se agora no início não apresentarem resultados, em breve podem ter parte de sua equipe relocada para outra unidade escolar.

    Como cidadã tento ter esperança, como educadora os dois pés atrás.

    Fico feliz pelas escolas em construção, espero que alcancem seus objetivos e melhorem a cidade.

    Angélica Abdon, 4º período Letras

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