Publicado em desenvolvimento, open source, python, turbogears

Notícias recentes sobre o TurboGears

O Planet TurboGears é pouco movimentado mas hoje apareceram dois posts importantes, pois tratam do futuro do framework. O primeiro que li foi o post do Mark Ramm, resumindo os acontecimentos e decisões tomadas num sprint recente.

Logo de cara fiquei surpreso com uma experiência que fizeram. Um projeto de integração do TurboGears com o Pylons. Pelo visto, foi um sucesso. Tem todo o jeito de ser a infraestrutura para a versão 2 do framework. O objetivo do experimento foi encontrar uma maneira do framework ser mais flexível e fácil de manter. Nada mais justo. Dangoor diria também, enxuto.

O TurboGears 1.1 será lançado em poucas semanas. O motor de template será o Genshi e o ORM por sua vez será o SQLAlchemy. Eu já testei o Genshi e ele ganha de imediato nas mensagens de erro mais legíveis. O SQLAlchemy, como muitos sabem, é robusto (mas o SQLObject é mais simples e fácil de aprender) e torna-se a escolha certa. Parece que pode haver ainda uma versão 1.2 só para suportar o CherryPy 3.

Mark Ramm ainda informa que a versão 2 do citado framework ganhará novos recursos como caching e outras formas de melhorar o desempenho. O Routes estará integrado ao TurboGears, o que trará certamente URLs mais flexíveis.

O post de Kevin Dangoor comenta o sprint do último final de semana em que eles trabalharam com código especificadamente para o TurboGears 2. Diz tratar-se de uma volta às raízes porque seu objetivo é fazer do TG um framework com um pequena quantidade de código, basicamente para orquestrar diversas bibliotecas. Assim era na versão 0.5.

O criador do framework ainda diz estar entusiamado com a atividade e espera ter alguma coisa pronta em algumas meses.

Consegue-se perceber que a comunidade de desenvolvedores do TurboGears ainda é uma das mais ativas. Já o framework Pylons, chama atenção porque ela foi criada como um estudo de caso para Paste, Setuptools e WSGI. Estes três nomes estão melhorando as ferramentas e o jeito de desenvolver para web.

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5 comentários em “Notícias recentes sobre o TurboGears

  1. Creio que a integração do TG ao Pylons vai dar um novo gás ao projeto.

    Algumas pessoas da comunidade Lua têm afirmado que o erro de Python é a fauna variada de ferramentas e que essas integrações significam que a comunidade Python está assumindo seu erro e tentando corrigir.

    ** Discordo totalmente. **

    O PODER da comunidade Python é justamente sua diversidade. Integrações desse tipo apenas exaltam esse poder: projetos separados geram individualmente trabalhos que não poderiam coexistir num mesmo projeto e agora todo esse trabalho será sincretizado, gerando um resultado que seria impossível em um projeto único e engessado.

    Falando de SQLAlchemy e SQLObject, realmente SQLObject é mais simples e interessante, mas SQLAlchemy é muuuuuuuito mais estável e ainda é simples e interessante.

    Acho que é isso.

    []’s
    Cacilhas

  2. O que me desagrada no TG é o nome do framework, pra mim soa como uma marca de calça jeans juvenil ou uma marca pobre que quer parecer “descolada”.

    Às vezes os nomes podem influenciar mais do que pensamos. “Pyhon”, p.ex., na maneira como prounciamos (“pai-ton”), suegere alguma coisa robusta, imponente. Um dos acertos do RoR foi justamente o nome, “Rails”; é um nome ótimo, tem uma sonoridade boa, soa estabilidade, soa coerência. Além disso a repetição de fonemas “r”, Ru(by) on Ra(ils), ajuda na sonoridade. É por isso que alguns personagens dos quadrinhos têm nome e sobrenome que iniciam com o mesmo fonema: Clark Kent, DareDevil, Lex Luthor, Peter Parker, etc.

    Achei que Pylons foi um ótimo nome tb. É semelhante à Python, e ainda contém a idéia de energia, força.

    No caso de Django, me parece um nome neutro, nem ótimo, nem ruim. Mas é com certeza melhor que TG.

    O que isso tem a ver com post? Nada, só quis comentar.

  3. Torcato, gostei muito do teu blog, eu estou a alguns dias estudando Python e Turbogears e estava preocupado com a comunidade, tipo pra achar documentação e etc, tudo oque movimenta uma linguagem e frameworks, oque eu achei ateh hj foram “fantasmas” materias e sites desatualizados onde nem uma alma viva aparece, a não ser aventureiros que nem eu que se deparam com o abandono de sites e comunidades. Me deparei com o teu blog e mais uma das milhares consultas ao oraclo Google e gostei de saber que o turbogears não foi “esquecido” eu gostei muito do Python e quero programar pra web com ele, eu uso Linux a 1 ano e quero me fixar nele e desenvolver somente nele.
    Espero que o TurboGears sigua em frente e que apareção mais blogs e comunidades e principalmente documentação e exemplos sobre Python e TurboGears, estou patinando em algumas coisas ainda, mas creio que conseguirei com algum esforço.
    Flw!

  4. Oi, Eduardo, valeu pelo comentário. Sim, o TurboGears continua vivo, tanto que já estão preparando sua versão 2, melhorada.

    O TurboGears já me deu muitas alegrias, consegui ser mais produtivo . Entretanto, as mudanças frequentes no framework provocam quebras em partes do mesmo. Enquanto isso, estou parado em qualquer desenvolvimento com TurboGears, até que chegue a versão 2.

    Hoje, analiso o Pylons e o framework Rails da linguagem Ruby.

    Dica: Um bom modo para aprender uma linguagem, uma biblioteca, um framework é ter alguma aplicação para fazer. Assim, você faz os estudos de forma mais objetiva e não se dispersa.

    Valeu, mais uma vez.

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