Publicado em colaboração, linux, open source

Ubuntu – a distribuição para o usuário comum

Se os críticos competentes já diziam que o Windows Vista seria um risco para a Microsoft, imagine quando é um usuário comum quem faz a crítica.

O Vista simplesmente exige uma máquina mais potente. A versão básica do sistema é fraquinha e se parece com o Windows XP. Vários anos desenvolvendo algo que consome bastante recursos da máquina para oferecer pouca coisa em troca. As novidades que o Windows Vista mostrou já não eram mais novidades. Muitos resolveram instalar suas máquinas novas com Windows XP. Eu não podia esperar que esses descontentes instalassem um Linux.

O uso em massa do Linux para desktop não vai partir do usuário comum, isso é certo. Outros meios devem ser criados. Mas para aqueles usuários de computador que são, como podemos dizer, fuçadores, pode-se esperar que ele encontre um dia o Linux. E encontra mesmo. Quando ele encontra, sua família encontra.

Sou usuário do Linux Ubuntu desde a versão Dapper Drake. Escolhi-o em lugar do Kurumin. Simplesmente porque achava o mesmo uma bagunça. Outro motivo mais prático, é que apesar do Ubuntu não ser brasileiro, eles possuem o princípio de que um sistema operacional deve ter seus programas traduzidos para a língua local. Ainda outro motivo: é um Debian, o Estável e Confiável.

Hoje a comunidade brasileira de usuários e desenvolvedores Ubuntu é expressiva. Sabe o que é bacana? Esse pessoal tá interessado que uma pessoa leiga, aquele usuário comum: mamãe, papai, vovó, irmão caçula e primos chatos, possam usar o Linux e sejam favorecidos por diversas vantagens que um software livre possui.

O desktop Ubuntu (e algumas outras) é simples e está em contínuo aperfeiçoamento para torná-lo mais intuitivo, sem que seja necessário ficar parecido com o Windows. Temos que largar essa idéia de querer ser parecido com o Windows. Será que um Mac está ligando para o Windows? Mac tem seu nicho e está contente com isso (entretanto querendo mais).

Garanto que todo usuário de computador gostaria de ter uma aplicação em seu desktop para baixar programas da internet com pouquíssimos cliques. E depois ainda ser capaz de ficar atualizando esses programas de tempos em tempos, sem que seja necessário ir num site da internet para baixar outro instalador. Várias distribuições Linux possuem essa facilidade. Você vai encontrar no Ubuntu esse recurso no menu Aplicações.

Vai gostar de saber que esses softwares são livres, não vai pagar nada por eles e não vai precisar procurar um crack. Nada contra softwares proprietários. Sou a favor da comunidade que faz softwares para comunidade. Uma empresa de software proprietário pode produzir software para Linux e vender, qual o problema? Muitos softwares são tão especilizados e exigem tantos recursos para sua construção que em sua maioria somente a venda do software pode possibilitar sua existência e a de quem o faz.

E os vírus, spywares e outros vermes? Hoje em dia todo computador com Windows tem que ter um antivírus e um anti-spyware. Esses programas consomem recursos do computador. E se falha, suas informações  são comprometidas. É simples saber quantas pessoas tem seu computador querido comprometido por essas doenças. Basta ver no Orkut a quantidade de recados e depoimentos falsos.

Não uso antivírus, uso Linux e minha máquina não anda enviando recados no Orkut com meu usuário e senha.

Não sou nenhum fanático por Linux. Só vi as vantagens e uma boa mensagem. A mensagem de que todos nós formamos uma comunidade gigantesca e que naturalmente estamos ajudando uns aos outros.

Procure o amigo mais próximo que use Linux e peça-o para instalar em uma partição do seu HD o Linux Ubuntu. Ele ficará contente em ajudá-lo.

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3 comentários em “Ubuntu – a distribuição para o usuário comum

  1. Só algumas correções, Ubuntu não é Debian, mas sim é baseado no mesmo. Aliás, o Ubuntu usa o Debian SID (unstable) como base, logo, não se pode falar de boca cheia que o mesmo é estável. Em teoria, o Kurumin seria mais estável que o Ubuntu, uma vez que a versão 7 é baseada no Etch (pouco antes de ser considerado estável). Entretanto, os maiores problemas com ele são com os scripts de instalação, que bagunçam um pouco o sistema, mas já está melhor do que antes.

    O Ubuntu realmente é uma distribuição bastante fácil de usar, mas creio que ele afasta demais os usuários do Terminal, de modo que quando um problema precisar ser resolvido, ele não conseguirá pois lhe falta conhecimento. Tudo bem, ele poderia procurar a ajuda de um profissional para isso, mas provavelmente chamaria um “técnico” que falaria que é virus e instalaria o XP no HD por 50 reais. Um cenário triste, porém real.

    Até pensei em usar o Ubuntu por comodidade, mas prefiro o Debian. Motivo? Estabilidade e velocidade, aliás, o Ubuntu é muito pesado para os poucos benefícios que ele traz em relação ao Debian, melhorando isso, quem sabe um dia eu volte a utilizá-lo.

    Até mais!

  2. Poderia dizer que o Ubuntu é baseado no Debian, mas não disse para enaltecer o Debian. Antes de usar o Kurumin, eu usava o Debian mas tinha problemas para configurar o winmodem de meu antigo PC. A vantagem do Ubuntu para o Debian em desktops é o suporte maior a uma variedade de dispositivos de hardware, inclusive Notebooks. Ele detecta como mais presteza, ótimo para o usuário leigo.

    O Ubuntu afasta o usuário do terminal (apesar de eu não me afastar) mas ele sempre vai estar ali com todos os recursos. Em qualquer lugar que o usuário busque auxílio na Internet, quase tudo estará sendo explicado por meio de linhas de comando, então ele poderá acostumar-se a isso com o tempo.

    Eu prefiro o Ubuntu porque meu perfil de usuário é o de programador, desenvolvedor de software. Agora imagine o usuário que quer o computador para ouvir música, bater papo, visitar o Orkut?

    Quanto à velocidade, gostaria de agilidade no boot 🙂

    Ou seja, toda distribuição tem um perfil de usuário. Quero um servidor de arquivos na minha casa. Adivinhem qual vai ser a distro? Debian, amigos!

    Abraços.

  3. Opa, realmente deu pra perceber que sua opinião é bem elaborada e não é apenas mais um falando sobre o Ubuntu, já que existem vários textos sem base espalhado pela Internet.

    Realmente, para winmodem, eu recomendo o Kurumin ou BigLinux, nem mesmo o Ubuntu. Quanto à velocidade, me refiro principalmente ao tempo de boot, que acho um pouco exagerado, embora dependendo do Hardware, isso se mostre menos notável do que em outros (mesmo quando ambos possuem alto desempenho).

    Realmente, usar Ubuntu não implica em abandonar o terminal. Eu mesmo instalava ele do modo Debian de ser, só o sistema básico e depois instalava o restante de forma manual, somente o necessário. O suporte a hardware independe de distribuição, mas o reconhecimento pode ser considerado mérito do Ubuntu, aliás, é esse reconhecimento que torna o boot meio lento, ou seja, traz facilidade à custo de um pouco de desempenho.

    Bom, escolha de distribuição é algo estritamente pessoal e depende dos objetivos, como você mesmo disse. Só acho que se tivéssemos maior suporte físico aos novos usuários, nem mesmo o problema do uso do terminal seria relevante.

    Para encerrar, achei seu blog muito interessante, voltarei para ler mais textos assim que possível. Até mais!

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