Publicado em autos de mervia

Rascunho do Primeiro Capítulo

Sou daquelas pessoas que gostam de realizar tarefas de vários tipos e muitas vezes ao mesmo tempo. Há bastante tempo atrás prometi disponibilizar no blog o primeiro capítulo de um livro que estou escrevendo. O nome dele é Autos de Mérvia. Não sou um bom escritor, mas é uma vontade que tenho de realizar. Então, para vocês o esboço do primeiro capítulo da primeira parte do livro.

PARTE I

Capítulo I – O homem estrangeiro

Meu irmão é um excelente caçador. Sua pontaria é a melhor das terras de
meu pai, o Lorde Rusfagon. Hoje caçamos cervos e estamos
silenciosamente escondidos nas sombras das árvores. Estou aqui para
agradecer aos espíritos dos animais pela a alimentação, mas uso esse
tempo para ficar com Nank, pois não moro com minha família. Um cervo
come capim no campo e vez ou outra suas orelhas movem-se atentas aos
predadores. Estamos a trinta metros dele e o míssil de Nank foi
disparado. Naquele exato instante, espíritos malignos aparecem nos
campos, flutuando em terror. O cervo assusta-se e dispara em correria.

– Mais o quê foi isso? Gritou rispidamente meu irmão, que errou por pouco. O que o assustou, Fo?
– Alguém muito maligno morreu por aqui, e pela quantidade de espíritos negros que percebi, não pode ter sido um, com certeza.

Nank, que já havia perdido o dia, pediu para irmos procurar o local
onde haviam morrido. Eu tenho de me concentrar como havia feito durante
a caça ao cervo para ver os espíritos. E assim seguimos sempre para o
alto na direção da estrada principal. Ao alcançá-la, somos açoitados
pelos ventos marítimos do Mar Ocidental. Mesmo o dia estando ensolarado
e aparentemente calmo, o clima está pesado para mim. A uma pequena
distância, vemos cavalos parados na estrada. Negros e lustrosos, eles
estão agitados. Eriço-me de tensão ao ver três corpos no chão
ensaguentado. Os homens que vejo, certamente mortos, estão usando
trajes completamente negros e estrangeiros. Uma cabeça separada do
corpo e o terror em minha mente ao ver o rosto bizarro da criatura.
Não são humanos. Afasto-me. Nank permanece à frente ao tempo que
prepara seu arco. Vasculha todas as direções à procura de
sobreviventes. Ele vai para fora da estrada e eu o acompanho receando o
pior.

– Aqui, Fo, um homem! É um banto. Cuidadosamente ele busca o pulso do estranho. – Está vivo!

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