A Árvore dos Sonhos

Vivemos num mundo sem fantasias, não é mesmo? Elas são produzidas por mãos humanas, enlatadas e só permanecem dentro de uma TV, um computador ou um livro. Quantas pessoas hoje contam histórias fabulosas sobre dias de outrora? Aqueles dias em que o mágico vinha a nós de surpresa?

Na infância, eu encontrei uma fada, num riacho de chuva de inverno, embaixo de um bueiro de ferrovia. Estava sozinho, sentindo tão plenamente a natureza cheia de vida, que ofuscava meus olhos e meus sentidos, e , ao mesmo tempo, via tudo tão claramente. As cores estavam mais vivas, mais profundas. A luz refletida no orvalho da manhã era pleno de uma energia que eu não compreendia.

Sentei numa pedra úmida e reta. Rabiscava o chão molhado com um graveto e não sei no que pensava naquele momento. Coisas de criança, talvez. Mas então, ouvi um chorinho baixo que vinha do túnel por onde as águas corriam. Era de menina, isso eu logo percebi. O que faz aí? Não tem medo de cobras? Eu estava realmente aflito, ali era um lugar escuro e perigoso. Não era um lugar para meninas. Meninas só andavam pelas calçadas da rua.

– Eu não sou uma menina, sou uma ninfa. A voz doce, pequena e sublime que voou da escuridão, como uma brisa cheirando a chuva, balançou meu coração. Ainda não a tinha visto, mas já sabia que a dona daquela voz era linda. Nenhuma menina na rua que eu conhecia tinha aquela voz. Nem na cidade, podia ter certeza até. Se ela era uma ninfa, eu queria ver.

– Porque está chorando? O que te fizeram?  Perguntei, com o coração apertado.

– Vão destruir meu lar. Amanhã.

– Onde você mora? Saia daí, deve estar bem molhado aí?

Nossa! Quando ela mostrou sua face diante da luz da manhã eu implorei aos anjos que não me tirassem a visão. Que sempre me permitissem acompanhar aquela menina graciosa correndo nos campos de inverno do sertão. Ela estava ali diante de mim com olhos miúdos, castanhos e úmidos, um nariz fino e pequeno refletindo uma inocência tamanha que chegava a ser mágica. Os lábios eram finos, tristes; aos vê-los senti vontade sem tamanho de salvar sua casa.

Era menor que eu, vestia uma blusa de couro sem mangas e uma saia de tecido grosso de algodão. Os pés estavam descalços e pisavam no desenho que fiz ali.

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A minha sugestão é que continuem a estória, um pequeno capítulo por vez a cada de um de vocês. Feliz Natal.

BookCrossing

Não podia deixar de encontrar o BookCrossing na rede. Afinal, sou um fanático leitor de livros. Tenho diversos interesses e minha coleção de livros diz isso por mim.

A idéia do BookCrossing é a dos livros públicos. Você cadastra no site um livro que deseja colocar em algum lugar de acesso público (praças, restaurantes, shoppings, museus, etc.) e depois anota um código (chamado BCID) no livro para que ela possa ser rastreado futuramente, caso a pessoa que o encontrou informe no site e, melhor ainda, volte a soltar o livro em algum lugar.

Fico imaginando quantas coisas novas foram criadas depois do advento da WWW. Quanto mais revolucionária é uma idéia, mais difícil fica prever o desencadeamento futuro da mesma.

Já penso em qual livro vou soltar por aí …

O cárater Microsoft

Deve ser gostoso continuar sendo usuário do sistema operacional Windows mesmo sabendo dos meios sujos de como a Microsoft trabalha. Há muito deixei de lado o Windows e sou um usuário fiel do Linux. Tenho notebook e computador em casa. Rodam com Ubuntu Linux. No computador da casa dos meus pais, também roda Linux. Então, leia isso e veja se você pode ficar indignado. Eu fiquei.

Para meus amigos que desejam experimentar Linux, estou oferecendo suporte de seis meses gratuito. Só mesmo para aumentar o número de usuários Linux.

Não sou xiita, só acordei de mau-humor.

Install Fest 1.0 Piauí

install-fest-g1.pngDias 12 e 13 de março, no Auditório Afonso Sena e nos laboratórios do DIE e DCE na UFPI, acontecerá o primeiro Install Fest do Piauí.

Na programação consta o seguinte:

Dia 12:

  • Apresentação sobre Software Livre, GNU/Linux e Perfis de Usuário
  • Mesa Redonda

Dia 13:

  • Instalação do Install Fest, Cópias de imagens de distros Debian-like.
  • Encerramento com Evento Cultural no DCE/UFPI.

TurboGears: a espera

Devido a existência do projeto de desenvolvimento do Turbogears 2, decidi fazer uma pausa nos estudos e casos de uso sobre esta framework. O Turbogears 2 é um reprojeto visando adotar o WSGI como base para a componentização e reusabilidade na arquitetura.

WSGI é um padrão já adotado largamente na comunidade Python. Ele facilita bastante o reuso de código em aplicações web, principalmente. A equipe de desenvolvimento resolveu adotar o núcleo do Pylons 1.0 para pular etapas, uma vez que este já adotava o WSGI, inclusive adotava o Paste para facilitar a configuração. Vale ressaltar que eu fico maravilhado com a tríplice setuptools + wsgi + paste.

Essa mudança é um ponto positivo mas que me levou a parar um tempo de escrever sobre a framework aqui no blog. A sensação é que ela está no limbo e o Django continua ganhando novos adeptos. Verdade que este limbo é bem produtivo e tenho a sensação de um retorno ao mercado ainda este ano.

Então, quando tivermos lançamentos oficiais e documentação sobre o Turbogears 2, estarei novamente estudando e escrevendo aplicações de exemplo e divulgando minhas experiências por aqui.

Um pouco do meu tempo para todo mundo.

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Variedade em distribuições Linux para Desktop

Acredito que o investimento feito nas distribuições focadas para o desktop foi o que aumentou o conhecimento do público para o Linux como um todo. Para o ambiente móvel, foi uma aposta das próprias empresas, uma vez que seria mais fácil bater a Microsoft (que ainda não investiu muito nessa área, ao contrário do Google).

Não se pode dizer que melhorar o desktop do Linux seria uma aposta boa o suficiente para bater o Windows. Mas, já bate o MacOS X, por exemplo. Apesar da incrível quantidade de distribuições, poucas podem ser consideradas de grande destaque no mercado atual para desktops: Suse, Ubuntu, Mandriva, Fedora e OpenSuse.

A Canonical chega ao Brasil e ela vai entrar no mercado pelo Programa Computador para Todos. O bom disso é que o Ubuntu é muito amigável e vai forçar as distribuições dos computadores atuais ficarem mais elegantes e menos infantis em seu design. Comprei recentemente um PC da Itautec e não gostei do Librix em termos de design. Faz você desejar mudar para o Windows. Ainda gostaria que o Ubuntu melhorasse suas cores.

Se não estou enganado, a Mandriva está nesse mercado também. Dentro do Brasil, o uso de Linux está ficando bastante sério, não só no meio corporativo mas no uso diário. Essa cultura de trocar o Linux pelo Windows vai mudar. Estou percebendo isso. As estatísticas ainda são esmagadoras contra o Linux apesar do meu positivismo. O que não me deixa menos otimista.

Liberdade de escolha

Alguns consideram que a variedade de distribuições atrapalham o mercado. Eu estou do lado da opinião que diz que variedade é uma coisa boa, porque podemos comparar e sempre melhorar. Se gosto de uma distribuição X e meu amigo gosta da Y, qual o problema? A verdade é que para o assunto que estamos tratando, Desktop, essa variedade torna a escolha uma coisa atraente e não o contrário. Impor algo para o cliente não é uma coisa boa.

Menos licenças, mais pessoas

Como engenheiro de software, torço para que as empresas e instituições governamentais gastem menos com licenças, e repassem isso para um setor estratégico (não só operacional como a maioria ainda pensa) que é a área de TI, tanto por meio de melhores salários quanto com treinamentos.

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Compartilhando informações

Eu, como muitos, gosto de ler meus blogs favoritos pelo Google Reader. Faz tempo que compartilho (mas com pouquíssimas pessoas) os links que mais me chamam a atenção. Dessa vez decidi fazer melhor: estou divulgando aqui na aba Shared um link para a minha página de itens compartilhados do Google Reader. Então, por favor, coloquem-no no Google Reader de vocês, porque há um feed para o mesmo.

Ubuntu – a distribuição para o usuário comum

Se os críticos competentes já diziam que o Windows Vista seria um risco para a Microsoft, imagine quando é um usuário comum quem faz a crítica.

O Vista simplesmente exige uma máquina mais potente. A versão básica do sistema é fraquinha e se parece com o Windows XP. Vários anos desenvolvendo algo que consome bastante recursos da máquina para oferecer pouca coisa em troca. As novidades que o Windows Vista mostrou já não eram mais novidades. Muitos resolveram instalar suas máquinas novas com Windows XP. Eu não podia esperar que esses descontentes instalassem um Linux.

O uso em massa do Linux para desktop não vai partir do usuário comum, isso é certo. Outros meios devem ser criados. Mas para aqueles usuários de computador que são, como podemos dizer, fuçadores, pode-se esperar que ele encontre um dia o Linux. E encontra mesmo. Quando ele encontra, sua família encontra.

Sou usuário do Linux Ubuntu desde a versão Dapper Drake. Escolhi-o em lugar do Kurumin. Simplesmente porque achava o mesmo uma bagunça. Outro motivo mais prático, é que apesar do Ubuntu não ser brasileiro, eles possuem o princípio de que um sistema operacional deve ter seus programas traduzidos para a língua local. Ainda outro motivo: é um Debian, o Estável e Confiável.

Hoje a comunidade brasileira de usuários e desenvolvedores Ubuntu é expressiva. Sabe o que é bacana? Esse pessoal tá interessado que uma pessoa leiga, aquele usuário comum: mamãe, papai, vovó, irmão caçula e primos chatos, possam usar o Linux e sejam favorecidos por diversas vantagens que um software livre possui.

O desktop Ubuntu (e algumas outras) é simples e está em contínuo aperfeiçoamento para torná-lo mais intuitivo, sem que seja necessário ficar parecido com o Windows. Temos que largar essa idéia de querer ser parecido com o Windows. Será que um Mac está ligando para o Windows? Mac tem seu nicho e está contente com isso (entretanto querendo mais).

Garanto que todo usuário de computador gostaria de ter uma aplicação em seu desktop para baixar programas da internet com pouquíssimos cliques. E depois ainda ser capaz de ficar atualizando esses programas de tempos em tempos, sem que seja necessário ir num site da internet para baixar outro instalador. Várias distribuições Linux possuem essa facilidade. Você vai encontrar no Ubuntu esse recurso no menu Aplicações.

Vai gostar de saber que esses softwares são livres, não vai pagar nada por eles e não vai precisar procurar um crack. Nada contra softwares proprietários. Sou a favor da comunidade que faz softwares para comunidade. Uma empresa de software proprietário pode produzir software para Linux e vender, qual o problema? Muitos softwares são tão especilizados e exigem tantos recursos para sua construção que em sua maioria somente a venda do software pode possibilitar sua existência e a de quem o faz.

E os vírus, spywares e outros vermes? Hoje em dia todo computador com Windows tem que ter um antivírus e um anti-spyware. Esses programas consomem recursos do computador. E se falha, suas informações  são comprometidas. É simples saber quantas pessoas tem seu computador querido comprometido por essas doenças. Basta ver no Orkut a quantidade de recados e depoimentos falsos.

Não uso antivírus, uso Linux e minha máquina não anda enviando recados no Orkut com meu usuário e senha.

Não sou nenhum fanático por Linux. Só vi as vantagens e uma boa mensagem. A mensagem de que todos nós formamos uma comunidade gigantesca e que naturalmente estamos ajudando uns aos outros.

Procure o amigo mais próximo que use Linux e peça-o para instalar em uma partição do seu HD o Linux Ubuntu. Ele ficará contente em ajudá-lo.

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