A quantas anda o RPG como hobby

Esse blog parece uma casa que morei um dia, continua sendo da família mas nunca foi alugada e que de tempos em tempos, volto a ela para passar os olhos nas coisas que ficaram para trás.

Acho que não tenho a necessidade de escrever como antigamente. O tempo está mais curto e quando ordenamos as prioridades, escrever sobre qualquer coisa, ficou mais para baixo. Ultimamente quando quero ter voz, vou lá para o Twitter.

Mas ainda continuo escrevendo. Por exemplo, depois que jogo uma sessão de RPG, costumo escrever um relato de como foi, até para lermos depois para retomar uma aventura. Segue abaixo o link para os últimos relatos de sessão de jogo.

Bom, nem todas as sessões eu relatei, como a última que foi uma sessão de Pathfinder 2.

Esses relatos são de sessões presenciais. Nesse tempo aí o jogo online ficou escasso. Mantenho junto com uns poucos colegas um servidor Discord que não cresceu porque sua ideia não foi bem recebida na comunidade alvo.

Por motivos diversos, perdemos os mestres/narradores que ajudavam a movimentar melhor, me incluindo aí nesse rol. Entre dezembro e janeiro minhas noites ficaram bem curtas e cansativas. Coriolis: The Third Horizon e Dungeon World foi as últimas aventuras encerradas. Atualmente tento montar um grupo para jogar Coriolis novamente pois as noites estão mais tranquilas.

Há algum tempo, estou reservando pelo menos um final de semana no mês para jogar uma sessão presencial. Assim, conseguir jogar vários jogos diferentes com grupos diferentes, muito com a ajuda de um grupo de WhatsApp que recentemente sair. Saí porque era um grupo que fora esse aspecto positivo de conseguir jogadores, me desgastava bastante. Depois de umas semanas fiz uma avaliação e vi que foi bom mesmo sair. Não sinto falta e não me desgasto à toa.

Ainda tenho uma mesa de Pathfinder 2, onde jogamos uma sessão e ainda buscamos uma data para próxima. Os jogadores estão bem ocupados e ela não é a mesa principal deles. Digamos que meus jogadores são emprestados de outros mestres (risos).

Faz tempo não tenho um grupo e vejo poucas chances de vir até novamente. Quero ter a experiência de jogar um Adventure Path completo e pode ser uma oportunidade de passar um bom tempo jogando com um mesmo grupo de jogadores. Mas para isso, eles precisam ter paciência comigo até que eu domine o sistema e possa cuidar de outras facetas de uma sessão de jogo que, por está muito primário nas regras, as deixo desassistidas. As pessoas com quem jogo já são experientes e jogam com mestres que dominam seus jogos e eu sou um mestre que não domina nenhum com maestria porque joga e experimenta diversos jogos e não o faz com uma frequência muito boa.

Todas essas questões cansam. Marcar, se preparar e desmarcar, marcar, se preparar e desmarcar. Ainda assim, é meu hobby favorito, o que me dá mais prazer.

Aí vem o momento de falar de RPG solo. Enquanto antes, usei Telegram e Discord para poder jogar com mais frequência, atualmente adicionei o RPG solo no meu arsenal para desfrutar o RPG.

A minha melhor experiência até o momento é a campanha solo de Arkanun + 2d10solo que venho registrando num outro blog. Convido vocês a visitá-lo. Está muito gostoso. Jogo ao mesmo tempo que pesquiso a história de Constantinopla. Legal mesmo. Acho que essa faz ser bem longa.

No começo do ano, fiz planos do que jogar em 2020 e agora, em março, penso que não consigo cumprir nem metade desse plano/desejo. Até o momento, só conseguir as metas no jogo solo. A aventura O Forte de Altai para Dungeon World, que comecei no Discord, não rolou mais, alguns jogadores sumiram depois da pausa que dei. A trilha de aventura do Pathfinder 2 está um pouco comprometido. As aventuras de Rastro de Cthulhu e Lamentations of the Flame Princess depende de eu regularizar as sessões de Pathfinder, enfim. O resto das metas que faltam são online, pelo Discord. E é no Discord onde encontro a maior dificuldade para jogar por ironia. Até já considerei procurar jogar em outros servidores.

Outra coisa que penso bastante ao londo do tempo é no meu acervo de livros de RPG impressos. Sei que não vou conseguir jogar a grande maioria deles na minha vida. Dentre eles, tenho alguns que ainda quero jogar de verdade. Foi o caso do Arkanun. Comprei o livro há muitos anos e até tentei jogar uma vez mas não foi possível e o grupo foi desfeito. Graças aos emuladores de mestre, devo conseguir jogar alguns. A aventura introdutória de Werewolf: The Forsaken está na minha fila.

Bom, acho que isso serve de faxina em um dos ambientes dessa casa vazia que é este blog.

RPG, sempre presente

Sempre presente. Pelo menos atualmente.

Difícil evitar dizer mas tenho vivido o RPG mesmo com as restrições da vida adulta. A vida adulta com suas responsabilidades.

É verdade que não jogo como antigamente. Procuro meios para jogar. Já falei aqui que faço uso da Internet para jogar RPG. Discord e Roll20 são ferramentas incríveis.

E até recentemente descobri o conceito de RPG solo para ampliar minhas possibilidades. Um novo mundo se abriu. Posteriormente falo mais sobrei isso.

Jogos presenciais estão rolando mas com uma frequência menor e sem um grupo fixo. Já me acostumei com o fato de não ter mais um grupo. Se eu quero jogar um jogo, convido a galera e fico feliz quando o pessoal aparece.

Em novembro joguei Lamentations of the Flame Princess mas a aventura não foi concluída em uma sessão. Ainda não marcamos a próxima. Tenho interesse em concluí-la.

Já marquei uma aventura para dezembro, dessa vez será Rastro de Cthulhu. Fazia tempo que não visitava o jogo. As duas últimas oportunidades foram frustrantes. Dessa vez, espero que seja diferente.

No mundo online, via Discord, joguei semana passada Dungeon World com três pessoas. A próxima semana está agendada para dia 28. Já estou imaginando qual será o próximo jogo.

Voltando ao mundo presencial, tenho planos para jogar Pathfinder 2 em janeiro. É o plano mais ousado. Uma preparação para jogar um Adventure Path.

Se quiser jogar RPG comigo, aceito novatos no hobby, aceite esse convite para entrar no servidor Discord que ajudo a manter e converse comigo por lá.

Hobbies no meio da Parternidade

Há graus e graus de tempo e disponibilidade que cada um tem para realizar atividades de lazer, seja prática desportiva, assistir filmes e séries, ler quadrinhos, consumir literatura, produzir conteúdo para blogs sobre esses assuntos, ou simples jogar um carteado com os parentes, vizinhos e amigos.

Atualmente com a Eloá (dois anos) e uma esposa grávida de gêmeos, que requer cuidados maiores, meu tempo para o que chamamos de passatempo (ou hobby em inglês) caiu bastante. A maior parte do meu dia é direcionada à vida doméstica e ao trabalho profissional. O pouquinho que sobra, muitas vezes lá pela meia noite, ou de manhã bem cedinho, antes do café da manhã, ou passeando com a Eloá no condomínio, ou ainda dirigindo o carro para ir num supermercado, ou lavando a louça, é dividido assim:

  • Ouço podcasts lavando louça ou enquanto dirijo.
  • Leio algumas páginas do livro A Grande Caçada durante o café da manhã.
  • Faço curso de línguas no Duolingo em diversos horários.
  • Leio um livro de RPG no tablet deitado antes de pegar no sono.
  • Extraio o mp3 de streams de sessões de jogo de RPG para ouvir no celular.
  • Jogar RPG pelo Telegram.

O que deixei de fazer recentemente quando o tempo encurtou:

  • Escrever para o blog Jogatinas em Teresina.
  • Gravar vídeos para o meu canal no YouTube.
  • Estudar xadrez.
  • Jogar RPG pelo Discordo ou Roll20.
  • Jogar solo alguns jogos de tabuleiro.

O que tem grandes chances de parar de fazer:

  • Jogar RPG pelo Telegram.

Quando os gêmeos nascerem, provavelmente não terei muitas coisas na primeira lista.

Estou reclamando? Não mesmo. É uma constatação. Eu levo a sério a paternidade. Quero criar bem meus filhos, alimentando aquela velha esperança de um mundo melhor, sendo construído por nossos filhos.

Afinal, eles também crescem e terão suas próprias agendas. Então, veremos os passatempos que virão para mim quando forem eles que não terão tempo para o pai.

[ATUALIZAÇÃO 29/10/2019]: Na parte final da gestação perdemos um dos gêmeos, um menino. A menina, nossa querida Elisa Clarinda, hoje nos dá alegria.

Minhas Primeiras Partidas de Xadrez Anotadas

Não tenho um registro preciso mas as primeiras partidas de xadrez que anotei jogando com meu irmão, meu primo e meus amigos da rua foram as que ocorreram em 1993. Eu teria uns 16 anos.

Apesar de eu ter adquirido o conhecimento de notação algébrica para anotar as partidas, eu não aprendi isso lendo um livro sobre assunto. Na verdade, inferir da anotação de duas partidas existentes numa coluna sobre xadrez de um jornal cearense (Diário do Nordeste?). Fui somente conhecer a teoria do jogo quando universitário, pegando livros da biblioteca para ler.

Eu e meus colegas de jogo não tínhamos um repertório de aberturas ou qualquer conhecimento teórico do jogo que não suas regras mais elementares. Sendo assim, nossas partidas são feias para quem conhece o mínimo da teoria do xadrez ou da prática em clubes. No entanto, divulgarei aqui essas pérolas para que vejam com jogávamos.

Lembro-me que em várias partidas repetia a mesma sequência de lances. Essa “abertura” copiei de uma das duas partidas citadas. Gostaria de encontrar novamente o material dessa coluna. Pesquisarei depois.

Outra curiosidade: sempre jogava de pretas. Mal sabia eu que a vantagem estava com as brancas.

Entrei num torneio de xadrez

Ele título do post tem uma razão de ser. Se faz quanto tempo queu não participo de um torneio de xadrez? MUITOS anos, tantos que não sei quando foi a última vez!

Isso aconteceu no último sábado, dia 11. Mas antes de ir para o clube de xadrez, passei no evento de jogos de tabuleiro modernos que aconteceu no shopping Rio Poty. Foi a segunda edição do Cajuína Meeple, organizado pela comunidade local. Leia esse post para mais detalhes.

No evento, joguei um jogo leve, com regras fáceis de entender de nome Splendor. Realmente um jogo muito bonito e dotado de uma boa dose de estratégia.

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Splendor

Depois disso, fui para o clube. Cheguei a tempo de participar de um torneio. Nem fui com esse objetivo mas tinha em mente que poderia entrar se acreditasse que haveria um tempo para algumas partidas. Como foi um torneio no tempo blitz (5 minutos e 10 segundos de incremento), consegui jogar quatro partidas. Ganhei a terceira e perdi as demais. Muita ferrugem. Não dei trabalho para os adversários nas derrotas sofridas.

Então, foi um bom sábado. Nesse dia, corri atrás de escolher novas aberturas para jogar nesse novo recomeço.

Volta ao Xadrez

Por algum tempo um de meus hobbies praticados frequentemente eram os jogos de tabuleiro modernos. Por conta do tempo, da distância para jogar decentemente com os amigos que conheci  e do natural esgotamento da  vontade de jogá-los (algo bem típico para mim), fui perdendo o interesse.

Aos poucos renasceu a vontade de jogar xadrez e, aproveitando esse vazio deixado pela não prática de jogar boards, é provável que passe a visitar aos sábados o clube de xadrez local. Devo retomar a leitura da teoria do xadrez, mas de forma mais leve que fiz no passado. A prática será o caminho principal para recuperar meu jogo.

Os jogos de tabuleiro continuam na minha estante para jogar com minha esposa e visitas.

Quanto ao RPG, continuarei a praticar na medida do possível e preferencialmente pela Internet.

Graças a essas mudanças de interesse, passarei a publicar menos no blog Jogatinas em Teresina. 2017 viu uma diminuição drástica de publicações em comparação ao segundo semestre de 2016. Eu costumo publicar material mensalmente . Os outros colaboradores cobriam as demais semanas do mês mas agora poucos tem publicado. Como o objetivo do blog era servir de local central de publicação de conteúdo, eu convidei vários colegas para ajudar no intuito. Porém, como eu mesmo passarei a publicar menos (e talvez somente sobre RPG), não conto que o pessoal se sinta com vontade de continuar publicando. No entanto, ficarei feliz se continuarem, uma vez que o blog não é para mim. Para coisas mais pessoais, tenho esse blog.

Além do mais, há outros lugares que podem servir para publicar material, como a Ludopedia. Não é algo que beneficie o Piauí mas é melhor que nada. Sozinho não consigo aumentar a visibilidade na cidade de Teresina.

O blog vai parar? Por algum tempo não. Ainda tenho algum gás para escrever alguma coisa de RPG mas nenhum gás para os board games pois sei que tem pessoas mais apropriadas para isso do que eu que não estou jogando mais com a frequência de antes.

Do Olho do Mundo para X-O Manowar

o_olho_do_mundo_1378242694bTerminei de ler o primeiro volume da saga A Roda do Tempo de Robert Jordan. Fiquei sabendo ontem que são 14 volumes! Comprei na Amazon brasileira os volumes 2, 3 e 4. O primeiro, consegui no formato epub para ler no e-reader. Já tem no país o quinto volume. Espero comprar numa outra promoção. Não vale a pena comprar o livro digital pois há raras promoções. A exceção fica por conta dos livros para Kindle. No entanto, o meu e-reader é um Kobo.

Leitura boa e que melhorou com o passar dos capítulos. Não tem como não pensar n’O Senhor dos Anéis. Antes de tudo, o livro inteiro é uma grande jornada com muita perseguição e momentos bem tensos e frenéticos. O autor revela aos poucos o mundo onde os personagens, carismáticos, estão inseridos. Muita coisa ainda para aprender certamente.

Darei uma pausa na continuação da leitura para ler algumas HQs da Valiant no Social Comics. Tenho 14 dias grátis para ler o máximo de revistas que eu puder. Vou começar por X-O Manowar. Li coisas positivas dessa HQ. Depois disso, lerei  A Grande Caçada, retomando a saga da Roda de Tempo.

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X-O Manowar pela arte de Cary Nord